terça-feira, 8 de dezembro de 2009

É com letra maiúscula


Eu sei o que você quer.

Você quer ser único, mas nem consegue.

Enfie o dedo na tomada, o que você precisa é de um choque,

para descobrir quem és.


Talvez seus cabelos empinem,

mas será normal, ou talvez não, caso tenha passado

aquela camada de creme que tampa seu teto.

Marionete babaca, os outros sempre foram eles,

e você hoje não é nada.

Bater a cabeça na parede?

Não, não adianta, assim você estará copiando cena de filme,

e isso não vale.

Sonseira seria eu dizer que a ordem é ser autêntico,

porque está tudo rodeado de luzes que exigem resposta imediatas.

Rode sua própria película, ou será preciso um Lanterninha

para te alertar do perigo?

A única coisa admissível que se pode, e deve-se, copiar

é o desejo de ser feliz.

Bateu o sinal


Porra, olha o relógio.
Viu que horas são?
Você está atrasado.
Corre e fica nu.

BOOW na nuvem

Poema inocente é pena que explode.

Pena que explode é alerta.

Alerta é pedido de socorro.

Pedido de socorro é palavra.

Palavra é felicidade, ou seja, aquilo que te desejo.

domingo, 4 de outubro de 2009

Ondas

Ao dormir ouço sussurros no meu ouvido
como ondas a bater fortemente na areia da praia,
em dia de ressaca do mar.
Me perco a ponto de sentir
como se estivesse mergulhando
em águas verdes escuras claras.
Sem oscilações, sem distúrbios, sem concupiscência,
as preocupações esvaem do meu peito.
Deito, sinto, ouço, abstraio,
tudo ao som da bela orquestra
das ondas do mar.

Autor Conhecido

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Curvas



Das poucas curvas do seu corpo,
as que eu mais admiro
são as dos teus olhos.
Nelas faço como nas pistas,
parado, acelero no teu olhar.
Nossos motores provocam um barulho
jamais ouvido antes.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Conhecer


A paixão quando vivida inconscientemente
ela apenas vive e mantém acessa a união.
Quando descoberta, ela intimida e acaba separando corpos
que nunca sonharam ficar sozinhos.
Dividida entre o papel da delícia
e a função da vergonha,
ela se sente culpada de todo incidente.
Mas não é a única acusada do fato. Paixão só vive se existir gente,
se essa não molda-lá, que culpa tem?
Entre o sim e o não, os amigos preferem o talvez.
O Casmurro ouve os conselhos de Capitu - que finge
nem se preocupar em perdé-lo - dizendo, como desculpa, o jargão:
“Quero te ver Feliz”.
Há quem diga que só casais se apaixonam,
mas os nunca casados também.
Quando o poeta escreve sobre paixão,
logo se diz: o artista está amando.
Nem sempre, às vezes só escreve porquê tira suas conclusões.
Já os leitores sim. Eles lêm a própria vontade nas letras do escritor,
e se encantam, se identificam.
Colocam o autor como culpado dos desejos trancritos,
de uma paixão ou de uma amizade que ainda, espero, nunca fora dita.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Michael Jackson, aplausos

Confesso nunca ter sido muito fã do astro,
porém vi este vídeo, bem divertido, e achei legal postá-lo.
Reconheço sua importante posição na construção da CulturaPop.


Adolescente, em 1974.